quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

De Mãos Dadas

Gêmeas, par...
como fossem irmãs
como fossem casal

Tão parecidas que se confundem
Tão completas e seguras que se fundem

Embora apartadas por corpos estranhos
Que vão por caminhos diversos
Ao se encontrarem numa estranha atração
Se emaranham num abraço

Mas soltam-se....em despedida
Com medo de nunca mais voltarem a se encontrar

(Jun/85)

Madrugada

É noite em tantos lugares
Cada calçada, rua e esquinas
Alguém caminha a procura de resposta
Uma razão de estar só

Nenhum lugar
é tão perto de mim como meu quatro
Nem tão escuro
quanto meu sonho

Meus porques não acham resposta
Ainda que me iluda, ainda que invente
ou mesmo que volte tarde da rua